sexta-feira, 20 de março de 2026

Morior

Eu grito ao mundo, peço ajuda

Que então responde:

"É frescura, levanta, muda."

Essa dor me faz desejar a morte

O desespero berra em meu ouvido:

"Inútil, morra logo!"

Eu já não sei mais pra onde olhar

Meu farol, cada vez mais a brilhar,

Mas não consigo me aproximar

Não consigo sair do lugar

Sinto a rejeição

Todos a me julgar

A solidão é fria

Quem eu fui e o que sou

São sintomas de algo que sempre esteve lá

Mas ninguém notou

A máscara veio ao chão com um estrondo

Os médicos me anestesiam,

Mas não tratam minha ferida,

Que não tem cura

Eu grito por ajuda,

Mas o mundo diz não

Assim como Pôncio Pilatos,

Se omitem, 

o que peço é óbvio,

direto,

Mas decidiram

Lavar as mãos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário