Eu grito ao mundo, peço ajuda
Que então responde:
"É frescura, levanta, muda."
Essa dor me faz desejar a morte
O desespero berra em meu ouvido:
"Inútil, morra logo!"
Eu já não sei mais pra onde olhar
Meu farol, cada vez mais a brilhar,
Mas não consigo me aproximar
Não consigo sair do lugar
Sinto a rejeição
Todos a me julgar
A solidão é fria
Quem eu fui e o que sou
São sintomas de algo que sempre esteve lá
Mas ninguém notou
A máscara veio ao chão com um estrondo
Os médicos me anestesiam,
Mas não tratam minha ferida,
Que não tem cura
Eu grito por ajuda,
Mas o mundo diz não
Assim como Pôncio Pilatos,
Se omitem,
o que peço é óbvio,
direto,
Mas decidiram
Lavar as mãos.
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