sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

chékuri

 Eu costumava aceitar, me adaptar. 

Eu conseguiria sorrir, brincar, festejar e até ser feliz, 

Eu conseguia dormir,eu conseguia correr, eu conseguia sair.

Sabe, eu era agradável, gente boa e até tinha amigos gentis.

Eu tenho orgulho, eu tenho sede, eu tenho pressa, eu tenho desejos.

Eu tenho família, eu tenho conforto, eu tenho o que quero

Eu era vivaz, inocente, maduro, suficiente e simpático.

Eu penso demais, meu álibi cai por terra

Minha mente entra em guerra

Conflito espiritual

A luta eterna entre o bem e o mal

Capital do sul, um milhão e meio 

E ainda assim solitário e com medo

Receio que o fim de pareça assim pra mim:

Chapado, adulterado a mente inebriada

Sem medo e e sem receio, meu único anseio

O fim

De mim?

Não!

Da dor, do sofrimento 

O torpor 

Do fim que carrega o alívio de não ter que tentar

De não ter lutar novamente

Contra esse monstro que causa o meu lamento

E de repente

Pula assim e fala mil coisas diferentes

Seja o que for 

Não dá mais pra lutar

Preciso por um fim

Morfina 

Pra minha alma

Que sente

O frio e a onda que tira tudo que tenho

A onda que devasta meu continente cerebral

Sem sacanagem

Tchau!





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