Eu costumava aceitar, me adaptar.
Eu conseguiria sorrir, brincar, festejar e até ser feliz,
Eu conseguia dormir,eu conseguia correr, eu conseguia sair.
Sabe, eu era agradável, gente boa e até tinha amigos gentis.
Eu tenho orgulho, eu tenho sede, eu tenho pressa, eu tenho desejos.
Eu tenho família, eu tenho conforto, eu tenho o que quero
Eu era vivaz, inocente, maduro, suficiente e simpático.
Eu penso demais, meu álibi cai por terra
Minha mente entra em guerra
Conflito espiritual
A luta eterna entre o bem e o mal
Capital do sul, um milhão e meio
E ainda assim solitário e com medo
Receio que o fim de pareça assim pra mim:
Chapado, adulterado a mente inebriada
Sem medo e e sem receio, meu único anseio
O fim
De mim?
Não!
Da dor, do sofrimento
O torpor
Do fim que carrega o alívio de não ter que tentar
De não ter lutar novamente
Contra esse monstro que causa o meu lamento
E de repente
Pula assim e fala mil coisas diferentes
Seja o que for
Não dá mais pra lutar
Preciso por um fim
Morfina
Pra minha alma
Que sente
O frio e a onda que tira tudo que tenho
A onda que devasta meu continente cerebral
Sem sacanagem
Tchau!
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